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Passando pelo Vale de Lágrimas  

“Como é agradável o lugar da tua habitação, ó Senhor! Sinto desejo profundo, sim, morro de vontade de entrar nos pátios do Senhor […]. Como são felizes os que habitam em tua casa, sempre cantando louvores a ti! Como são felizes os que de ti recebem forças, os que decidem percorrer os teus caminhos. Quando passarem pelo Vale do Choro, ele se transformará num lugar de fontes revigorantes; as primeiras chuvas o cobrirão de bênçãos. Eles continuarão a se fortalecer, e cada um deles se apresentará diante de Deus, em Sião” (Sl 84.1-7).

Nos tempos do Velho Testamento, os israelitas piedosos faziam peregrinações a #Sião para adorar a Deus no templo e celebrar festas religiosas. Era sua maior alegria, pois eles amavam a Casa do Senhor. O caminho não era nada fácil, mas eles o enfrentavam com disposição, antegozando o momento em que se “apresentariam diante de Deus, em Sião” (v.7).

O trecho mais difícil da viagem era o #Vale de Baca, também chamado Vale do Choro, Vale das Lágrimas, Vale das Lamentações, Vale das Balsameiras e Vale Árido. #Baca é uma palavra hebraica que significa choro, lágrima. As #balsameiras, abundantes por ali, são plantas que gotejam ou choram o bálsamo, uma resina de odor tão agradável que a palavra #bálsamo veio a significar, figuradamente, “alívio”, “conforto”, “lenitivo”.

As peregrinações de Israel são um símbolo da peregrinação dos cristãos neste mundo. O apóstolo Pedro dirigiu suas cartas aos cristãos dispersos pelo Império Romano como “estrangeiros” e “peregrinos” (I Pe 1.1; 2.11).

Os israelitas faziam suas peregrinações a Jerusalém a fim de adorar a Deus no templo; nós, os cristãos, estamos a caminho da chamada Jerusalém Celestial, onde iremos adorar e servir ao Deus por toda a eternidade. Peregrinando aqui, temos passado, sim, por lugares lindos e agradáveis. O Senhor nos tem conduzido por “verdes pastos” e nos tem levado “para junto de riachos tranquilos” (Sl 23:1,2). Entretanto, alguns trechos do caminho têm sido um Vale de Lágrimas! As  adversidades nos afligem e nos fazem chorar… 

Se você está passando por um Vale de Lágrimas, quero lembrar-lhe que seu equivalente físico na Palestina recebeu esse nome não porque era árido, difícil, sofrido, mas em razão das plantas que ali cresciam e “choravam” bálsamo. Este vale recende a bálsamo!

Há bênçãos nesse vale!

As adversidades que enfrentamos são usadas por Deus para fazer-nos mais fortes, mais humildes, mais dependentes de Deus, mais crentes. A companhia e as necessidades dos outros peregrinos nos ensinam a pensar mais neles, e a “levar os fardos uns dos outros” (Gl 6.2).

O que fazer no Vale de Lágrimas?

O texto do Sl 84 diz: “Quando passarem pelo Vale do Choro, ele se transformará num lugar de fontes revigorantes.” Os peregrinos orientais, quando passavam por regiões áridas, sem água, cavavam poços (Gn 26.18ss). Não raro, eles seguiam por caminhos já trilhados por outros e encontravam poços que estes outros peregrinos já haviam cavado. Tanto melhor. Jesus, por exemplo, repousou junto ao poço que Jacó havia cavado séculos antes!  (Jo 4.12). 

É o que acontece conosco quando, na vida, passamos pelo Vale de Lágrimas. Tristes, chorosos, desanimados, prostrados nossa tendência é desistir e, alguns casos, até desejar a morte. Melhor, mais que necessário, é erguer a cabeça, orar e pedir ao Senhor, o Bom Pastor, que nos conduza às “aguas de descanso” (Sl 23), ou nos ajude a encontrar um poço. Quando não, nos dê forças e direção para cavarmos nosso próprio poço.

Os Salmos são poços de conforto que Davi e outros cavaram quando estiveram no Vale de Lágrimas. O conhecido livro #Mananciais no Deserto contém o testemunho de muitos que beberam dessas fontes tão antigas e, por sua vez, cavaram outros poços.

Cavado o poço, espere pela chuva

Nosso texto diz ainda: “[…] as primeiras chuvas o cobrirão de bênçãos” (Sl 84.6). Isso estabelece uma distinção muito importante para todas essas considerações: como muitos dos poços antigos de Israel, os “poços” que cavamos em nossos vales geralmente são do tipo reservatório. Nós os cavamos, mas eles só se encherão quando Deus fizer chover. Tais poços não se enchem de baixo para cima, mas de cima para baixo. Nós fazemos nossa parte; Deus faz a dele.

Deus e Cristo estão conosco no “Vale de Lágrimas”. Esse vale recende a bálsamo! De algum modo, Deus nos mostrará  um poço de conforto e renovação. Se assim não for, ele nos ajudará a cavar um e prontamente os encherá com sua bênçãos.

Éber Lenz César

 

Esta mensagem é um resumo do capítulo VALE DE BACA do meu livro SOBREVIVENDO NO DESERTO. Veja lá.

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