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MÃE, QUAL É A SUA PROFISSÃO?

(Adaptado)

Há alguns meses, eu estava esperando minhas filhas menores na porta da escola quando uma amiga, mãe também, aproximou-se e, muito chateada, foi logo desabafando: 

– Veja só. Ontem eu fui ao DETRAN renovar minha carteira de motorista. A certa altura, o funcionário me perguntou qual era a minha profissão. Eu disse:

– Eu sou mãe!

– Desculpe, mas aqui não tem essa opção. Vou escrever “dona de casa”, está bem? 

Eu tinha me esquecido dessa história até que, um dia, aconteceu algo parecido comigo. Eu estava numa repartição. Sobre o balcão, numa placa de acrílico, estava escrito: INTERROGADORA OFICIAL. A jovem senhora atrás do balcão perguntou. 

– Qual é a sua profissão? 

Lembrei-me, então, da minha amiga. E tive uma idéia. Com voz firme, respondi: 

– Sou uma Investigadora Associada no Campo do Desenvolvimento Infantil e das Relações Humanas.

A funcionária olhou para mim com ar de admiração e, como se não tivesse escutado bem, repetiu o título palavra por palavra: Investigadora… Associada… no Campo do Desenvolvimento Infantil… e das Relações Humanas! E lá foi o meu título para o questionário oficial.

Curiosa, a funcionária ainda quis saber:

– O que é exatamente que a senhora faz no campo da pesquisa?

Naquele momento, pensei em todas as minhas tarefas, lutas e responsabilidades em casa, com minhas quatro filhas e, então, respondi, com orgulho:  

– Eu tenho um programa contínuo de investigação (que mãe não o tem?) no laboratório e no campo (dentro e fora de casa). Presentemente, estou trabalhando no meu doutorado (minha família completa) e já tenho 4 créditos (minhas filhas). Usualmente eu trabalho umas 14 horas por dia, às vezes mais. É muita responsabilidade! Mas vale a pena, não por sua remuneração, mas pela satisfação pessoal! 

Eu pude perceber uma crescente atitude de respeito na voz e nas atitudes daquela INVESTIGADORA OFICIAL. Preenchido o formulário, ela se levantou e fez questão de conduzir-me à porta. Afinal, eu também era uma INVESTIGADORA. 

Eu ainda estava emocionada quando entrei em casa. Fiquei ainda mais emocionada quando três das minhas “cobaias” (de 13, 7 e 3 anos) vieram correndo me abraçar, gritando: “Mamãe, mamãe…” Na confusão, eu ainda pude escutar, lá de dentro, a caçula (de 6 meses) dando os seus gritinhos. Eu e meu sócio estamos indo bem com esse programa de crescimento e desenvolvimento infantil. 

Eu estava me sentindo a própria! MATERNIDADE! Que profissão mais brilhante. Especialmente quando tem um título pomposo!

(Adpatado de mensagem em www.portaldafamilia.org)

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