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Estudos no Sermão do Monte.

1. Introdução

Jesus tinha estado toda uma noite em oração, num monte, nas proximidades de Cafarnaum. Quando amanheceu, chamou a si os seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos (enviados). Descendo com eles, parou numa planura, nas encostas da montanha. Encontrou ali outros discípulos e uma multidão do povo, gente sofrida que viera para ouvi-lo e ser curada de suas enfermidades. Jesus curou os enfermos e, em seguida, proferiu o seu famoso Sermão do Monte, registrado em Mateus 5-7 e, mais resuidamente, em Lucas 6.20-49. Na primeira parte desse sermão,  temos as chamadas Bem-aventuranças. Mateus registrou  8 bem-aventuranças; Lucas apenas quatro, mas acrescentou os “ais” correspondentes a cada um, ou sejam, advertência aos que não as praticam. Como no quatro a seguir.

As partes do sermão, como registrado por Mateus, podem ser assim classificadas:

1. O caráter do cristão. Mt 5.3-12. As bem-aventuranças, no começo do Sermão, enfatizam oito aspectos do caráter cristão e as bênçãos que Deus promete aos que cultivam essas qualidades.

2. A influência do cristão. Mt 5.13-16. As metáforas do sal e da luz falam da influência que os cristãos podem e devem exercer no mundo.

3. A justiça do cristão. Mt 5.17-48. O Novo Testamento ensina que o pecador é perdoado e salvo pela graça de Deus, e isto quando se arrepende dos seus pecados e crê em Cristo (Rm 3.24, 28; Ef 2.8-9). Mas, e então? O cristão fica dispensado de obedecer à Lei? Não. O Sermão do Monte ensina que Cristo não veio para abolir a Lei, mas para cumpri-la e para dar aos seus seguidores a graça de viverem uma justiça ou padrão de vida ética e moral que excederia à daqueles que, sem Cristo, esforçam-se para obedecer à Lei.

4. A piedade do Cristão. Mt 6.1-18. Os cristãos não devem acomodar-se nem com a religião hipócrita dos escribas e fariseus, nem com a idolatria dos pagãos. Devem ser fiéis a Deus e sinceros.

5. A ambição do Cristão. Mt 6.19-34. O “mundanismo” (modo de pensar e agir característico do mundo ímpio) não serve para os cristãos. Estes têm que ser diferentes dos não cristãos tanto nas devoções como nas ambições. Não devem se preocupar demais com as coisas materiais.

6. Os relacionamentos do Cristão. Mt 7.1-20. Os cristãos têm uma rede de relacionamentos, todos dependentes do relacionamento que eles têm com Deus e com Cristo.

7. As bases do Cristão. Mt. 7.21-27. Firmam-se na autoridade de Cristo. Não basta chamá-lo de “Senhor” (vs. 21-23) ou ouvir seus ensinos (vs. 24-27). É preciso obedecê-lo, praticar seus ensinos. As multidões ficaram admiradas com a autoridade com que Jesus ensinava (vs. 28-29). 

Sobre as Bem-aventuranças

Referem-se aos cristãos de modo geral e descrevem o caráter equilibrado e diversificado dos mesmos. As qualidades mencionadas são de natureza espiritual. Estas qualidades não são causa mas, sim, efeito da salvação. As bem-aventuranças e bênçãos presentes e futuras que as acompanham são a receita de Jesus para a felicidade humana..

Resumo e adaptação do livro de John Stott, A Mensagem do Sermão do Monte, Ed ABU, São Paulo, SP, 2a edição, 1997. Pr. Éber Lenz Cesar, 
Desde que mencionada a fonte, pode ser impresso para uso interno nas igrejas, em Escolas Bíblicas Dominicas e/ou em Pequenos Grupos de Estudo. Não pode ser impresso como revista ou livro e vendido.   
  1. Os humildes de espírito
  2. Os que choram e os mansos
  3. Os que têm fome, os misericordiosos e os limpos de coração
  4. Os pacificadores e os perseguidos
  5. Sal e Luz
  6. Cristo, o cristão e a Lei
  7. Raiva e adultério
  8. Gente de palavra que não se vinga
  9. Piedade que não é hipócrita, mas sincera
  10. Segurança material ou provisão divina
  11. Conclusão: O Compromisso da obediência

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