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HISTÓRIAS QUE VIVENCIEI

O cara do megafone

Uma parte importante de nossa missão na África do Sul, anos atrás, foram as pregações e a ajuda humanitária aos milhares de portugueses angolanos que, fugindo da guerra, refugiaram-se naquele país, nas proximidades de Joanesburgo. Quase todo fim de semana, viajávamos cerca de 400km de carro para visitá-los. Numa dessas ocasiões, durante uns cânticos e a pregação, pedi a um rapaz muito alto que segurasse o megafone. Ele aguentou firme durante todo o tempo em que Márcia, minha esposa, tocou seu acordeão e eu preguei uma mensagem evangelista. 

Ao fim da pregação, como noutras ocasiões, fiz um apelo, ou seja, sugeri aos que assim o desejassem que me acompanhassem numa oração de aceitação de Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor. Claro, com os devidos esclarecimentos sobre o que isso significaria.

Passado algum tempo, iniciado um dos nossos cultos em nossa distante igrejinha, em Nelspruit, entraram um rapaz muito alto e sua esposa. Ouviram a pregação com muita atenção. Depois do culto, vieram logo falar comigo: “Pastor, nós conseguimos um emprego aqui em Nelspruit… Vamos frequentar sua igreja e gostaríamos de ser batizados…” Não os reconhecendo, eu disse: “Que bom! Onde e quando vocês ouviram o evangelho? Quando se decidiram?” Um tanto decepcionado, o rapaz me disse:  “O senhor não está nos reconhecendo, não é mesmo? Eu o ouvi pregar no Campo de Refugiados de Magaliesoord. Eu era o mais alto ali, e o senhor me pediu para segurar o megafone. Eu e a minha esposa fizemos aquela oração no final da reunião…”. 

Maravilha do amor e da graça de Deus! Nosso coração se encheu de alegria e esperança. Lá no campo, foi um coro de vozes… Quantos mais, como este casal, teriam sido tocados pelo Espírito Santo e orado sinceramente tomando a mesma decisão por Cristo! Eu não os vi mais, pois foram mandados para Portugal. Um dia estaremos juntos no céu!

Éber Lenz César ([email protected])

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