Como é difícil, hoje em dia, as pessoas terem compromisso. Haja vista a superficialidade e o descomprometimento nas relações amorosas, incluindo namoro, noivado e casamento.
E o que dizer das relações eclesiásticas? Entre os católicos, a maioria se diz não praticante (o mesmo que não comprometida). Algumas igrejas ditas evangélicas, ao que parece, reúnem multidões atraídas por um um chamado “louvorzão” ou seduzidas por promessas de prosperidade e saúde, não necessariamente comprometidas com Cristo, com a sã doutrina, com a ética e a missão cristãs. Mesmo fazendo uma declaração pública de sua fé em Cristo (o que geralmente inclui promessa de frequência à igreja, cooperação e fidelidade), muitos crentes são meros espectadores em suas igrejas, sem compromisso algum com os ministérios e a missão da igreja no mundo.
No transcorrer do meu pastorado, sempre houve quem me procurasse, depois de algum tempo visitando a igreja, para me dizer algo assim: “Pastor, eu gostaria de me tornar membro de sua igreja, mas eu não quero assumir nenhum compromisso. Pode ser assim?” Não, não pode! É contraditório!
É justo mencionar que algumas igrejas locais, por sua frieza ou, ao contrário, por seu fogo descontrolado, por sua teologia espúria e por sua incoerência, não encorajam seus membros a ali permanecerem, compromissadamente. Que procurem outra igreja…
Os descompromissados sem causa alegam ser de maior importância a “liberdade” ou o “direito” que as pessoas têm de seguir ou não com um relacionamento, permanecer ou não numa comunidade, participar ou não de um ministério. O que você acha disso?
Que força ou solidez pode ter um casamento quando marido e mulher sentem-se “livres” para romper os “sagrados laços” que os unem (se algum existe) somente porque se cansaram um do outro, ou porque descobriram que são muito diferentes um do outro, ou ainda porque pintou uma nova paixão?
Que força existe numa igreja cujos membros não têm real interesse de frequentar os cultos de adoração, os Grupos de Estudo Bíblico e #Comunhão e servir, de algum modo?
Na época de Jesus também houve muitos que se dispuseram a segui-lo sem compromisso. Ele precisou lembrar a alguns que o compromisso cristão é prioritário e que os que “põem a mão no arado não devem olhar para trás” (Lc 9.57-62).
Normalmente, todos temos compromissos: um trabalho, uma visita, um passeio, uma consulta médica, uma viagem… São compromissos legítimos, e nos esforçamos por cumpri-los. Mas são circunstanciais e passageiros. O compromisso assumido com o cônjuge, no altar, é muito mais sério e envolvente. Deve ser mesmo “até que a morte os separe”. Há excessões, certamente… O compromisso assumido com Cristo e sua igreja, geralmente no batismo, é o mais comprometedor de todos. É prioritário e eterno! Jesus disse: “Busquem, em primeiro lugar, o reino Deus […]” (Mt 6.33).
Pense, nisso, irmão (ã). Considere o grau ou firmeza de seu compromisso com Cristo e sua igreja. Ele veio ao mundo com pelo menos dois compromissos inegociáveis: fazer a vontade do Pai (Jo 4.34), e salvar os perdidos (Lc 19.10). E os cumpriu plenamente. E a que custo!
Pr. Éber César
#ConteúdoCristão
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