Estamos estudando a carta de Paulo aos Filipenses, cuja ênfase é a alegria cristã. Ele fala de circunstâncias (cap.1), de pessoas (cap.2), de coisas (cp.3) e da preocupação como fatores que nos roubam a alegria. Mas, em cada capítulo, ele nos diz como prender esses “ladroes de alegria” e preservar ou recuperar nossa alegria. O segredo é a forma como reagimos em cada caso.
Num pequeno livro intitulado “Seja alegre”, Warrem Wiersbe observa que o próprio Paulo enfrentou tais dificuldades e as superou com a necessária atitude mental. Wiersbe esboçou o testemunho e o ensino do apóstolo de forma didática e fácil de memorizar:
Neste estudo, vamos ver o que Paulo nos diz sobre a atitude necessária para sermos pessoas alegres, mesmo em circunstâncias adversas.
Paulo tinha enfrentado e ainda estava vivenciando circunstância extremamente adversas: prisão, apedrejamento, açoites e muito mais (1.7,12,14. Ver At 14.19; 16.22-23; II Co 11.23-28.
A despeito dessas circunstâncias, ele estava alegre e em condições de encorajar os outros a se alegrarem também. O segredo da alegria de Paulo, apesar das circunstâncias, foi sua mente cristocêntrica.
Na ocasião, ele era um prisioneiro do Império Romano, mas considerava-se um prisioneiro de Cristo (Ef 3.1). Roma prendia seu corpo; Cristo, sua mente! Neste primeiro capítulo de sua carta, o apóstolo refere-se a Cristo 18 vezes. E afirma: “Para mim o viver é Cristo […]” (1.21). Sendo Cristo o seu interesse maior, ele podia ver bênçãos na adversidade, “Aquilo que me aconteceu tem ajudado a propagar as boas-novas” (1.12). Como?:
Sabemos que um espírito de sobrevivência leva as pessoas a se unirem ainda mais na hora da dificuldade. Talvez por isso, Paulo expressou maior amizade e comunhão com os filipenses, a despeito de estarem eles geograficamente distantes?
Paulo notou que as circunstâncias difíceis que estava enfrentando só estavam ajudando a espalhar o evangelho. “Tudo que me aconteceu tem ajudado a propagar as boas novas. Todos por aqui, incluindo toda a guarda do palácio, sabem que estou preso por causa de Cristo. E, por causa de minha prisão, a maioria dos irmãos daqui se tornou mais confiante no Senhor e anuncia a mensagem de Deus com determinação e sem temor” (1.12-14). O apóstolo percebeu que alguns o faziam “por inveja e rivalidade”, outros “de boa vontade, por amor”. Como reagiu? “Nada disso importa […]. A mensagem a respeito de Cristo está sendo anunciada, e isso me alegra” (1.15-18).
Muitas vezes Deus nos impõe “algemas” (circunstâncias difíceis e impedimentos) para que o evangelho seja conhecido por um número maior de pessoas. E é assim pensando, que nos alegramos, memo quando “algemados”.
Paulo estava preso aguardando seu julgamento. Seu futuro era altamente incerto! Ele poderia ser absolvido ou condenado à morte! A incerteza, principalmente algo assim, pode causar grande aflição. Mas, porque tinha uma mente cristocêntrica, Paulo pôde dizer: “Cristo será engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte” (1.20-21). Os que têm mente cristocêntrica confiam seu futuro ao Senhor, e não perdem a alegria na incerteza do presente.
Se encararmos as circunstâncias adversas com mente cristocêntrica, sempre teremos motivos para nos alegrarmos.
Pr. Éber Lenz César ([email protected])
Algumas das idéias expostos nesse estudo foram extraídas do citado livro de Warrem Wiersbe, “Seja Alegre”. Ed. Núcleo, Portugal. Pode ser usado em pregações ou em estudos em grupos, desde que referida a fonte. Não pode ser publicado e vendido.
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