A doutrina da mordomia está presente em quase toda a Bíblia. O termo (mor+domos) significa chefe ou administrar de uma casa. aquilo que pertence a Deus, reconhecendo que Ele é o verdadeiro dono de tudo. No Velho Testamento, lemos que Abraão tinha um servo ou mordomo que “governava tudo o que possuía” (Gn 24:2). José logrou o favor de Potifar, que “o pôs por mordomo de sua casa, e lhe passou às mãos tudo o que tinha” (Gn 39:4). Jesus e os escritores do Novo Testamento deram ao termo um significado espiritual e missiológico: os cristãos são mordomos, administradores, ajudantes, servos de Deus e de Cristo.
O servo de Abraão administrava os bens de Abraão. José, os bens de Potifar. Na Parábola dos Talentos, de Jesus, o senhor ou patrão confiou talentos aos seus servos e, posteriormente, lhes pediu contas de sua administração. O servo que recebeu um talento, não o administrou bem, mas pelo menos reconheceu que a quantia recebida pertencia ao seu senhor, e a devolveu: “Senhor… aqui tens o que é teu” (Mt 25.14-30). A Bíblia ensina que tudo, tudo mesmo, pertence a Deus (Dt 10:14; Sl 24:1). Paulo escreveu aos Coríntios: “Seu corpo é templo do Espírito Santo. Vocês não pertencem a si mesmos” (I Co 6.19). Os mordomos cristãos têm o privilégio e a responsabilidade de bem administrar com sabedoria e fidelidade o que o Senhor lhes confia. Essa é a base da doutrina da mordomia.
2. Somos servos, sim, mas nosso Senhor nos tem na conta de amigos e filhos
Jesus chamou seus discípulos de amigos (Jo 15:15), e Paulo lembra que somos filhos (Gl 4:7) e cooperadores de Deus (1 Co 3:9). Isso significa que nossa administração deve ser feita com amor, gratidão e disposição, sabendo que um dia prestaremos contas ao Senhor (Lc 16:2).
3. Dízimos e ofertas
Os dízimos e ofertas fazem parte da mordomia cristã. No Antigo Testamento, o dízimo foi instituído como forma de gratidão (Gn 14:18-24) e, depois, se tornou ordenança para sustentar os levitas e ajudar os necessitados (Lv 27:30-33; Dt 14:28-29). Quando o povo se afastava de Deus, deixava de dizimar e ofertar; quando se arrependia, retomava essa prática (Ml 3:7-10).
No Novo Testamento, Jesus mencionou o dízimo (Mt 23:23), mas enfatizou ainda mais as ofertas. Paulo ensinou que o sustento do ministério continua sendo uma responsabilidade dos fiéis (1 Co 9:6-14). As ofertas devem ser dadas com alegria e generosidade (2 Co 9:7), seguindo o exemplo dos cristãos primitivos, que contribuíam voluntariamente, mesmo em tempos difíceis (2 Co 8:2-3).
4. A obra de Deus e nossa participação
A missão da Igreja é salvar vidas e ajudar os necessitados (Lc 19:10). Para isso, é preciso tempo, dedicação e recursos financeiros. Tudo o que temos vem de Deus e deve ser usado para sua glória e para expansão do seu reino. É graça! É bênção! É privilégio!
2. Gratidão, raiz primária da mordomia da mordomia
3. Dizimos e ofertas no Velho Testamento
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