Ronald Sider escreveu um livro com um título intrigante:
“O escândalo do comportamento evangélico”.
Sob o título, a pergunta:
“Por que os cristãos estão vivendo exatamente como o resto do mundo?”
O autor menciona o resultado de várias pesquisas feitas nos Estados Unidos, as quais justificam o título e o subtítulo do seu livro.
O Instituto Gallup e o Barna Group,
“Apresentam resultados de pesquisas e mais pesquisas mostrando que os cristãos evangélicos estão a ponto de assumir estilos de vida tão hedonistas, materialistas, egoístas e imorais quanto os do mundo em geral” (p.13).
E tem mais:
“Citando uma pesquisa da revista Lidership, S. Gallagher afirma: ‘Tragicamente, o percentual de homens cristãos envolvidos em pornografia não é muito diferente do número de não salvos’ ” (p.25).
Estas são pesquisas e estatísticas americanas. Não fazemos tantas pesquisas no Brasil.
Mas vale perguntar: Como procedem os “evangélicos” brasileiros nestas mesmas áreas: moda, diversão, sexo, namoro, casamento, divórcio, família, televisão, internet, vícios, dinheiro, consumismo, justiça social?
E se deixarmos de lado o rótulo “evangélico” e fizermos a pesquisa entre os que se dizem “cristãos”, que é a terminologia bíblica? Este é um país supostamente cristão, certo?
Numa época de crise espiritual em Israel, o profeta Malaquias, no penúltimo capítulo do Velho Testamento, profetizou:
“Vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o faz” (Ml 3.18).
Outra vez quando? Depois da vinda do Messias? Nos tempos do Novo Testamento?
Jesus e os apóstolos usaram várias expressões e figuras para ressaltar a referida diferença, uma diferença radical:
Além desses termos e figuras, Jesus e os apóstolos ensinaram como devem viver os cristãos, isto é, aqueles que se arrependem dos seus pecados, creem em Jesus Cristo e o recebem no coração como seu Salvador e Senhor.
Jesus também disse aos seus discípulos:
“Vós sois o sal da terra […]. Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.13,14).
Estas declarações significam duas coisas:
Neste contexto, “mundo” é o sistema, os valores, a maneira de pensar e agir dos que não crêem em Deus e em Jesus Cristo ou não lhe dão a devida atenção e obediência.
O apóstolo Paulo ensinou que o pecador é justificado e salvo pela fé, não pelas obras (Rm 3.28; 5.1).
Isto significa que a a nossa justificação e a nossa salvação são dádivas graciosas de Deus. Não há porque nos orgulharmos ou pensarmos que somos melhores do que qualquer outro pecador (Ef 2.8-9).
Mas esse mesmo apóstolo enfatizou que a fé genuína resulta em transformação de vida e boas obras (amor, compreensão, perdão, serviço, caridade e muito mais).
O mesmo apóstolo escreveu:
“Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).
O termo grego traduzido por “conformar” refere-se à forma exterior, à maneira de ser dos que não têm Deus, de fato. O apóstolo está dizendo: “Não entrem na forma deste mundo!”
Já o termo grego traduzido por “transformar” está na raiz da palavra metamorfose, transformação pessoal, de dentro para fora; mudança de pensamento, de filosofia de vida.
Oportunamente, leia Efésios 4.17 – 5.12, Faça isso assinalando palavras ou expressões que recomendam comportamento diferente do comum das pessoas, comportamento cristão.
Exemplo:
Nesse texto de Efésios, nos vs. 5-7, o apóstolo faz uma declaração muito séria:
“Sabei, pois, isto: nenhum incontinente, ou impuro, ou avarento […] tem herança no reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque, por essas coisas, vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles”.
Somos “justificados” e salvos pela fé, sim, mas o arrependimento sincero e a fé genuína resultam, forçosamente, em abandono do pecado, mudança de vida, boas obras (Ef 2.8-10).
Porque a natureza humana é tão inclinada ao pecado e porque as tentações são tantas, essa mudança não acontecerá toda de uma vez; será progressiva.
Na Bíblia, esse processo tem vários nomes: aperfeiçoamento, amadurecimento, crescimento, santificação (Ef 4.11-15; I Ts 4.3).
Se não houver mudança alguma, ainda que progressiva; se nada for diferente; se o dito “cristão” continuar deliberadamente no pecado, é de se supor que o arrependimento não ocorreu, de fato; e que a fé não passou de uma emoção momentânea ou uma concordância intelectual. Não houve o que Jesus chamou de “novo nascimento” e “regeneração”.
A raciocínio lógico é que os que recebem a Jesus Cristo como seu Salvador, precisam recebê-lo também como seu Senhor, ou seja, submeter-se à sua vontade e à sua direção! Uma coisa depende da outra! As duas são imprescindíveis. As duas fazem a DIFERENÇA!
Que Deus nos ajude e abençoe!
Pr. Éber Lenz César (eberlenzcesar@gmail.com)Visite a HOME