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AS SETE PALAVRAS DE CRISTO NA CRUZ. 2. “Hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43)

Jesus foi crucificado com dois malfeitores, “um à sua direita, e outro à sua esquerda” (Mr l5.27). A cruz de Cristo pode ter sido um pouco mais alta, e foi posta no meio porque a intenção de Pilatos era expor Jesus à zombaria do povo (Jo 19.19).

“Os que iam passando, blasfemavam dele, meneando a cabeça e dizendo: Salva-te a ti mesmo, descendo da cruz. De igual modo, os principais sacerdotes com os escribas, escarnecendo […] entre si, diziam: Salvou os outros, a Si mesmo não pode salvar-Se; desça agora da cruz o Cristo, o rei de Israel, para que vejamos e creiamos. Também os que com ele foram crucificados o insultavam” (Mr 15.31-32). Repetia-se a velha tentação: “Mostra-nos um sinal […]”

1. A conversão de um pecador.

Então, alguma coisa extraordinária aconteceu. Um dos malfeitores crucificados ao lado de Jesus,  parou de insultar a Jesus, censurou o outro (Lc 23.38-39), confessou seus pecados (v. 41a), reconheceu a impecaminosidade de Jesus (v.41b), confiou nele e pediu-lhe que o salvasse (v.42).

Seu pedido, “Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino”, mostrou:

  1. convicção de que há vida após a morte;
  2. convicção de que Jesus é Rei;
  3. convicção de que Jesus pode salvar.

Que conversão extraordinária! Na última hora da vida! Completa! Verdadeira!

2. O testemunho de Jesus.

Quais podem ter sido as causas dessa conversão? Bem pode ser que aquele malfeitor tivesse no coração, desde a infância, a semente da Lei de Deus ou do Evangelho. Mais recentemente, poderia ter ouvido Jesus pregar, sem, contudo, tomar a decisão de romper com as más companhias e com o pecado, convertendo-se. Momentos atrás, ouvira Jesus dizer a sua primeira palavra na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”. Tudo isso pode ter contribuído para sua conversão.

Entretanto, acreditamos que foi o testemunho de Jesus que, por fim, quebrou aquele coração empedernido. Até então, Jesus não lhe dissera uma palavra. Porém, exemplos falam mais alto do que palavras. Emerson costumava dizer: “O que você é fala tão alto que eu não posso ouvir o que você diz.” Se quisermos vencer a resistência das pessoas ao Evangelho, urge vivermos o Evangelho.

3. A promessa de Jesus.

A segunda palavra de Jesus na cruz, dita ao malfeitor convertido, foi uma promessa: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).

Sabemos muito pouco sobre o futuro, sobre a vida além da morte. Esta é a nossa “curiosidade mais intensa e reverente” (C.Kingsley). Ora, a segunda palavra de Cristo na cruz ensina-nos pelos menos três coisas a respeito:

  1. Confirma a crença de que a alma humana sobrevive além da morte e permanece consciente.

Os céticos dizem que após a morte não há nada; os Adventistas do Sétimo Dia pregam o “sono da alma”, isto é, ensinam que a alma dorme com o corpo, na sepultura, até à ressurreição. Nem uma coisa nem outra. Jesus disse ao malfeitor: “[…] hoje estarás comigo no paraíso”.

b) Os espíritos dos justos vão para o paraíso.

Os judeus especulavam sobre a glória e a felicidade do homem no Éden, antes da “queda”, ou seja, da entrada do pecado no mundo; projetavam o passado no futuro e esperavam um tempo maravilhoso, messiânico, comparável àquele do Éden.

Este “Éden escatológico” recebeu um nome persa ou iraniano: “Paraíso”, que significa jardim, um jardim muito lindo e repousante.

Os judeus acreditavam também que o “paraíso” já existe no presente, de forma oculta, e que as almas dos justos são levadas para lá, no momento de sua morte. Ver II Co 12.4; Ap 2.7). Foi isso mesmo que Jesus prometeu ao malfeitor convertido.

c) Os espíritos dos justos vão estar com Cristo.

A expectativa do “paraíso”, ou de um céu com portas de pérola, praça de ouro puro, rio da água da vida, e com a árvore da vida (Ap 21.21; 22.1-2), não é tão confortante e alegre como a certeza de que, então, estaremos com Cristo. A promessa de Jesus ao ladrão convertido foi: “[…] estarás comigo no paraíso.” E Paulo escreveu:  “[…] estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor” (II Co 5.8). E ainda: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro […] tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Fp 1.21,23).

Após esse tempo com Cristo, num estado espiritual e intermediário, mais exatamente, quando Jesus voltar à terra, os mortos em Cristo ressuscitarão, ou seja, receberão novos corpos, tais como o de Cristo, que ressuscitou três dias após sua morte.

EsSes crentes ressuscitados, e todos os crentes que estiverem vivos na ocasião, serão “arrebatados”, isto é‚ irão ao encontro do Senhor nos ares. “E estaremos para sempre com o Senhor” (I Ts 4.13-18).

A condição única exigida é que o pecador se arrependa sinceramente dos seus pecados, e creia em Cristo. Foi tudo o que o ladrão fez.

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