Neste Salmo, Asafe confessa estar com sérias dúvidas acerca da justiça e da bondade de Deus, e diz como conseguiu sair dessa crise. Pode ser que as dúvidas do salmista sejam as suas de hoje, além de outras. Se assim for, aprenda com ele como superá-las.
Inicialmente, note o que levou Asafe a duvidar de Deus. Ele invejou a prosperidade, a exuberância e aparente tranquilidade dos ímpios, ou seja, dos descrentes (vs. 3-5,12). Será que você já se sentiu amargurado ou incomodado com os bens, o conforto e a tranquilidade de algum vizinho, colega ou amigo descrente? Por outro lado, quantos amigos você tem que, mesmo sendo crentes fiéis, estão, presentemente, passando por dificuldades financeiras e tribulações? Difícil, não? Daí a pergunta: “Vale a pena ser cristão? Adianta confiar em Deus e ser honesto?” Vamos ver como o salmista resolveu suas dúvidas.
Asafe foi meditar no santuário de Deus.
Angustiado, este salmista foi ao templo para refletir. Ele escreveu: “Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim, até que entrei no santuário de Deus e atinei com o fim deles” (vs. 16-17). No santuário, Asafe descobriu uma coisa básica: Deus não prometeu julgar e retribuir os ímpios aqui nesta vida. Alguns deles até sofrem aqui as consequências de seus atos, mas as Escrituras ensinam: “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27). Mesmo não sabendo exatamente o que será o juízo final, não devemos invejar a sorte dos ímpios. Seus anos de prosperidade terrena serão como “um breve pensamento” na eternidade.
O apóstolo Paulo referiu-se ao reto “juízo de Deus” e disse que o Senhor Jesus há de se “manifestar […] tomando vingança contra os que não conhecem a Deus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face de Deus e da glória do seu poder” (II Ts 1.5-9).
Não inveje os ímpios nem duvide da justiça de Deus. Lembre-se do fim que eles terão, a menos que se arrependam e se convertam a Cristo. E então confesse como o salmista: “Quando o coração se me amargou […] eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença” (vs. 21-22).
Asafe compreendeu que suas dúvidas não o separavam de Deus.
Meditando, ele pôde dizer: “Eu estou sempre contigo, tu me seguras pela minha mão direita. Tu me guias com o teu conselho, e depois me recebes na glória” (vs.23-24). Que maravilha! As dúvidas nos trazem alguma inquietação e tristeza, mas de modo algum interferem na maneira como Deus se relaciona conosco. Ele nos ama ainda mais quando temos dúvidas. Ele nos segura pela mão direita e nos ajuda a sair da crise. Portanto, enfrente suas dúvidas sem temor. Confesse-as ao Pai com toda honestidade. Ele o ouvirá, perdoará e ajudará.
Asafe refletiu sobre o caráter de Deus e seu amor.
Ele se alegrou em Deus e também com as muitas expressões de amor de Deus para com ele, em contraste com as riquezas materiais dos ímpios. Não foi difícil concluir: “Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem me compraza na terra” (v.25). Podemos dissipar nossas dúvidas meditando no amor de Deus e recordando suas bênçãos.
Asafe refletiu sobre seu propósito aqui na terra.
“Bom é estar junto a Deus […] para proclamar todos os seus feitos” (v.28). Este foi o clímax de seu esforço para superar suas dúvidas. Ele entendeu que seu propósito aqui na terra não era enriquecer, e muito menos fiscalizar as contas dos ricos, mas conservar-se “junto a Deus” e “proclamar todos os seus feitos”.
Leia Salmo 40.4-5, 9-10, 16-17; I Pedro 2.9-10..
Éber Lenz César
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