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O convite de Jesus

No transcorrer da vida, recebemos muitos convites, seja para festas de aniversário, formatura ou casamento; convites para fazermos parte de algum grupo, para visitarmos uma igreja, para assumirmos uma função, etc. Quanto mais importante for o autor do convite, mais atenção damos ao mesmo. Isso não parece certo, mas é o que geralmente acontece.

Hoje, eu vou falar de um convite muito especial, até porque foi feito pela pessoa mais importante que já viveu neste mundo: O CONVITE DE JESUS.

Esse convite é importante e irrecusável por muitas razões: foi feito por Jesus; é amoroso e generoso; os que o aceitam experimentam grande alegria e muitas bênçãos; os que o desprezam têm muito a perder, não só nesta vida mas também na eternidade! 

O Convite de Jesus está registrado em Mt 11.28-30:

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.”

Esse é um texto muito conhecido. Porém, quando o recordamos e nele refletimos, o Espírito Santo nos ilumina a mente e nos mostra novas e edificantes aplicações. Então, vamos lá. 

  1. O convite de Jesus é dirigido aos cansados e sobrecarregados

“Vinda a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados…” 

Todos temos dias, senão, longos períodos de cansaço e sobrecarga. As causas mais comuns são: excesso de trabalho, preocupações, problemas, tentação, pecado, culpa, convivência inevitável com pessoas difíceis, etc. Nem todos admitem que estão cansados e sobrecarregados. Orgulhosos, não aceitam conselhos nem ajuda. Pior, não aceitam o convite de Jesus. Perdem muito!

Provavelmente, Jesus tinha em mente uma outra causa, as imposições religiosas: #fanatismo, #legalismo, #tradicionalismo, coisas do tipo. No evangelho de Mateus, o único que registra o convite de Jesus, os versos seguintes relatam uma ocasião em que os #fariseus (seguidores rigorosos do judaísmo) questionaram Jesus por permitir que seus discípulos, num sábado, passando por uma seara, colhessem espigas e as comessem… (Mt 12.1-8). Na opinião dos fariseus, eles estavam desobedecendo o mandamento que proíbe trabalhar no #sábado. Este é um exemplo de sobrecarga religiosa. Deus, de fato, determinou que trabalhemos seis dias e descansemos no sétimo (Êx 20.8-11). Mas os escribas e fariseus, por sua conta, detalharam o mandamento, acrescentando muitas regras mesquinhas sobre o que se podia e o que não se podia fazer no sábado. Ainda hoje, há seitas religiosas e até mesmo denominações evangélicas que impõem regras e costumes que não são bíblicos!   

Veja o que Jesus disse sobre os escribas e fariseus:

“Na cadeira de Moisés [na cátedra], se assentaram os escribas e os fariseus… Atam fardos pesados [e difíceis de carregar] e os põem sobre os ombros dos homens; entretanto, eles mesmos nem com o dedo querem movê-los”.  Uma outra tradução: “Os mestres da lei…oprimem as pessoas com exigências insuportáveis e não movem um dedo sequer para aliviar seus fardos” (Mt 23.1,4). 

Numa outra ocasião, quando esses mesmos líderes religiosos o criticaram por comer com pecadores (como se eles não o fossem), Jesus lhes disse: “Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes” (Mt 9:12).

Então, o convite de Jesus não é para quem pensa estar bem e recusa ajuda. É para pecadores que, por vários motivos, estão cansados e sobrecarregados, gente que precisa de ajuda, gente como a gente!

Se você assume que tudo está bem em sua vida; recusa-se a admitir certo cansaço, seja físico, emocional ou espiritual; se você não reconhece seus pecados e abafa a culpa, o convite de Jesus não lhe diz respeito. Mas se, pelo contrário, como o rei Davi, você confessa: “Eu sou pobre e necessitado…” (Sl 40.17), ou se inclui nesta bem-aventurança de Jesus: “Bem-aventurados os humildes de espírito…” (Mt 5.2), certamente o convite de Jesus é para você. 

2. O convite de Jesus inclui uma promessa de alívio e descanso.

“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”  ou “lhes darei descanso” (NVT).

O texto grego é mais enfático. Não se trata de uma possibilidade apenas, um talvez… Jesus promete “Eu vos aliviarei!” 

No contexto geral das Escrituras, o alívio e o descanso que Jesus promete inclui:

  • Perdão de pecado e alívio da culpa
  • Solução de problemas em resposta às orações
  • Conforto e orientação através das Escrituras
  • E, no final dos tempos, o descanso eterno (Ap 14.13).

3. O convite de Jesus é, também, para caminharmos com ele, lado a lado, e aprendermos dele.

“Vinde a mim… Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração…”

Um jugo ou canga, como sabemos, é uma peça de madeira que une dois animais de tração, de modo que trabalhem juntos.  Usando esta imagem, Jesus nos convida para nos emparelharmos com ele, andarmos com ele, trabalharmos com ele e, assim, aprendermos dele. 

Jugo sugere trabalho pesado, opressão. Faz lembrar a já mencionada sobrecarga legalista e religiosa que os escribas e fariseus impunham aos seus alunos. Por isso, Jesus se apressa em dizer-nos:  “O meu jugo é suave  e o meu fardo é leve”.  O jugo de Jesus é diferente de qualquer outro que outras pessoas possam nos impor ou sob o qual nós mesmo às vezes nos colocamos (pecado, culpa, trabalho excessivo, problemas que criamos, etc.).

Na verdade, Jesus está nos dizendo: “Deixe esse jugo que você está carregando, troque-o pelo meu, ponha-se aqui ao meu lado, venha comigo, aprenda de mim, e você finalmente achará descanso!”

Note também que Jesus não disse “aprendei comigo” mas, sim,  “apreendei de mim”. Sutil, mas parece indicar que, ao contrário dos já referidos escribas e fariseus, Jesus não discursa apenas, ele vive o que prega. Seu ensino é ilustrado com a própria vida. Ele disse: “… aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração”. Isso e muito mais!

Os conterrâneos e contemporâneos de Jesus podiam caminhar com ele (como os Doze), observar seu caráter, sua bondade, sua mansidão e humildade, e aprender. Nós não temos esse privilégio, mas temos os evangelhos onde, com a ajuda do Espírito Santo, aprendemos de Jesus.

O apóstolo Paulo tanto fez isto que pôde dizer: “Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo” (I Co 11.1). 

Conclusão

Você está cansado, sobrecarregado, com problemas? Sua “batalha espiritual” tem sido intensa e cansativa? (Gl 5.17; Ef 6. 11-12). Em seu contexto religioso, você é julgado, criticado e pressionado por modernos fariseus?  O convite de Jesus é para você. 

Lendo a Bíblia, orando, meditando, frequentando uma boa igreja, aproxime-se de Jesus! Ele o está convidando para observar o que as Escrituras dizem a seu respeito e aprender dele. Ele não é apenas seu Salvador. É seu Senhor e Mestre! Como Maria de Betânia, tome tempo para estar “aos seus pés” ouvindo, observado e aprendendo (Lc 10.39).

Éber Lenz Cesar 

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